17 junho, 2010

Relatividade

Era um domingo, no interior, na fazenda, as crianças, elas decidiram brincar, explorar, pesquisar aquele lugar, como faziam toda vez que iam para lá, decidiram brincar de se dividirem em duplas e quem conseguisse achar mais coisas daquilo que tinham definido antes da brincadeira iniciar, ganharia. Naquele domingo eles decidiram que iriam procurar restos dos corpos dos animais que viveram ali muitos anos atrás, tomaram a iniciativa após a avó contar uma lenda para eles, uma lenda que dizia que naquela fazenda, muitos anos atrás, se tinha criação de vários animais não naturais do Brasil, que ali era o único lugar onde podia se encontrar tais animais no Brasil. As crianças envolvidas com a história, foram adentrando os altos matos que cobriam a fazenda, no meio das crianças se encontrava Luiz e Ana, eles eram uma das duplas e foram seguindo pelo lado leste da fazenda. Já tinham se passado trinta minutos que a busca tinha começado e eles só caminhavam, sem encontrar o corpo de nenhum animal, já estavam quase desistindo quando Luiz chutou sem querer um pequeno dado onde se via o número 1 para cima, Ana por instinto agarrou o braço do garoto sem identificar que era um dado, o mesmo ao colidir com o pé do garoto, girou e o número 5 apareceu em sua superficie, os garotos se olharam e ao olharem novamente para frente, havia uma mistura de cores, a paisagem da fazenda se misturava com um mundo bem mais escuro, onde todas as plantações da fazenda estavam destruídas e alguns segundos após a mistura de cores passou e o mundo escuro reinou sobre a visão dos garotos, a única coisa que continuava intocável era o dado.
- Onde nós estamos? Ainda estamos na fazenda? - Perguntou Ana com a voz fraca que transimitia o medo que sentia naquele momento.
- Ainda estamos na fazenda, olhe o matadouro ali - Disse Luiz apontando para o horizonte onde era possível se ver uma edificação pequena e simples onde costumavam matar os animais - Só está... Diferente.
Os dois ficaram ali, parados por alguns longos segundos, até Luiz tomar iniciativa e seguir andando, Ana o seguiu e após breves segundos eles encontraram uma área que até então era desconhecida para eles, se tinha uma piscina com a água mais transparente que eles já viram, com várias manchas pretas dentro dela, a piscina era enorme, ao redor dela se tinha uma parede de pequenas arvores onde tais manchas pretas se encontravam também, um pouco mais nitidas. Luiz e Ana correram ao redor daquele lugar, Luiz agarrou uma das manchas e puxou para fora da moita de arvores que escondia, ao puxar, ele percebeu que era o resto do corpo de uma pequena girafa, tinha em média dois metros de altura apenas, o corpo não estava nojento nem fedorento, estava apenas preto e extremamente leve. Ana ao ver que as manchas eram apenas corpos de girafas, foi puxando todas as outras manchas pretas, juntando no total dezesseis corpos que foram deixados em um canto. Os dois se reuniram na borda da piscina, tentando decifrar como iriam pegar os corpos que estavam no fundo da piscina que aparentava ser imensamente profunda, Ana enquanto pensava em uma resposta, colocou os pés na água, no mesmo momento ela sentiu um grande icomodo na perda, sentiu ela se esticar, não chegava a ser dor, mas não era nada agradável aquela sensação, levaram alguns segundos até ela sentir seus pés tocando no chão, se levanto e ficou do mesmo tamanho que ficaria se estivesse do lado de fora da água, com suas longas pernas, andou ao redor da piscina.
- Ei! Espera, tive uma ideia!
Luiz antes mesmo de explicar qual tinha sido a sua ideia, colocou os dois braços dentro da água e soltou um grito que misturava alegria, medo e animação em apenas um fonema. Ele foi passando a mão pelo fundo da piscina e foi tirando todos os corpos existentes no fundo dela com a ajuda de Ana que ia chutando os corpos que a mão dele não conseguia pegar. Luiz sempre dava uma enorme gargalhada ao retirar o braço da água e ver ele voltar ao tamanho normal rapidamente.
Ao terminar de retirar todos os corpos, se encontrava dezenas de corpos do lado externo da piscina, entre eles se tinha mais algumas girafas, corpos de cobras gigantes, encontraram até corpos de seres que eles nunca tinham visto, quadrupedes com asas e um bico longo como o de um tucano. Os garotos organizaram todos os corpos e os carregaram de volta até o dado, alguns cairam durante o caminho e os meninos tinham que parar para pegá-lo. Ao chegar no dado, Luiz soltou os corpos, girou o dado até o número um ficar para cima novamente e o colocou no chão novamente, rapidamente agarrou os corpos de animais e no mesmo instante já estavam de volta, Luiz se abaixou e guardou o dado no bolso, sorrindo. De longe já se via todas as crianças reunindo-se com a avó para ver o que cada um tinha conseguido, Luiz e Ana foram andando devagar, carregando as dezenas de corpos, a avó olhava estarrecida para eles, Luiz e Ana se perguntavam se eles mesmo tão longe já conseguiam ver o que era que eles carregavam, Ana virou para Luiz e disse calmamente:
- O que nós vamos dizer para eles?
- Sobre o que?
- Sobre todos esses corpos, como vamos explicar o que aconteceu?
- Diremos que fomos pelo caminho certo e eles pelo errado, só isso.
- Você acha que eles vão acreditar?
- Como assim? Essa é a verdade, não é?
Luiz sorria abertamente enquanto caminhava até os amigos e a avó, fazia um belo dia, o sol desfilava pelo céu, quebrando o frio daquela temporada.

13 junho, 2010

Anormalidades normais

Já faz algumas semanas, talvez apenas dias, não sei como definir o tempo, acho que perdi tal noção, perdi o rumo da história, olho ao redor e vejo insanidades, vejo atrocidades, vejo um mundo irracional, procuro desesperadamente alguém igual a mim, alguém considerado anormal, alguém normal no qual a sociedade acaba por estereotipar que sou anormal, sendo eles os anormais no fim? Como posso aceitar que me digam como me vestir, o que ouvir e o que querer/ Como posso continuar vivendo desta forma? Como vocês, anormais, conseguem manter os olhos fechados por tanto tempo, com tanto medo? Vocês não sentem a curiosidade de ver o que há além do que é dado para vocês? Perdão se com tais palavras machuco algum de vocês, não é do meu feitio, mas vocês costumam fazer isso tantas vezes que talvez seja até agradável para minha pessoa ver vocês tomando do própio veneno, quem sabe assim, voltaremos a viver vidas dignas de seriedade, quem sabe assim, voltaremos a normalidade. Vocês são tão malvados, acabam tornando a tarefa de odiar vocês mais fácil para mim, coisas estúpidas explodem da boca de vocês, mas tudo bem, não posso falar muito desde defeito, peguei tal vício com vocês, mas em relação a dor... A dor que vocês causam um aos outros, isso não dá para se aceitar, me deixa deprimido, me dá uma angustia inexplicável, isso é anormal, mas para vocês, talvez, isso já seja algo normal.

Desconhecimento do conhecido

Quem pode afirmar que algo é ou não é real? Quem se atreverá a me dizer que minha imaginação não é real? Para mim meus monstros amigáveis são bem mais reais que certas coisas sólidas e concretas nesta dimensão. O real é relativo, como tudo que existe, ou não existe. Tudo que vivemos é real, todas nossas lembranças, todos nossos temores também são reais, todos nossos sentimentos que vão nos matando pelas beiradas, tudo isso é real... O amor, seria ele, algo real? Eu afirmo que o amor é real, mas não tenho certeza, quando o ódio me consome por dentro, vejo o amor se desfazer rapidamente, mas a morte... Várias pessoas não gostam da morte, e sendo sincero, ainda não aprendi como a aceitar passivamente, mas se pararmos para pensar, não existe um "aqui e agora", só existe as lembranças de o que passou e a torcida que o que ainda vai passar, seja tão agradável como aquilo que já se foi, a morte não é ir embora, é apenas seguir a diante, deixa para lá... Não importa para onde os mortos foram, onde eles nos esperam, isso é só uma parte de um todo que sempre será desconhecido por nós, seres ainda vivos, seres que nos auto denominamos de racionais, seres com suas dúvidas cruéis, seres humanos, somo nós, mortais, mesquinhos e que não conseguem compreender que o mais importante da vida é aqueles que estão ao nosso redor, ninguém consegue nada sozinho, todos precisam de todos, ao seu redor, para se lembrar de o que passou, para se esquecer de o que passou... nós nunca estaremos indo embora, estaremos seguindo em frente, sempre... para um lugar, que um dia, todos nós iremos descobrir.

01 junho, 2010

Dúvidas

Qual o sentido de tudo isso? Onde isso me levará? Onde isso TE levará? Qual o ponto de chegada? Onde foi que largamos? Porque alguns largam na frente? Porque certas coisas não causam hemorragias, mas doem muito mais que uma? Porque eu não consigo definir o medo? Porque eu tenho que acreditar em o que é me dito? Será que sou parcialmente louco? Será que sou e não passarei de apenas mais um? Quem disse que era necessário pensar antes de agir? Onde eu vou achar o ifinito? Porque sou tão dependente? De onde vem todas as minhas dúvidas? Algum dia alguém as responderá para mim? Eu não sei quanto tempo aguentarei. Quantas perguntas a mais eu aguentarei? Quantos amigos a mais consiguirei? Quanta felicidade ira me satisfazer? Quanto rancor terei que passar? Quando que vão me ensinar a voar? Eu quero aprender; Eu quero descobrir; Eu que conhecer; Eu não quero ficar aqui,alguém me leva daqui, alguém me estende uma mão, eu imploro, alguém me ajuda a descansar, alguém me ajuda na minha jornada, minha mísera jornada. Quem saberá a minha história? Onde eu vou repousar? Com quem vou repousar? Não dá para aguentar, alguém poderia me mostra a bola de cristal? Por favor.

17 maio, 2010

Dias, apenas sorria.

Ultimamente tenho me sentido estranho, não sinto tanto animo de fazer as coisas como sentia antes, não costumo mais nem escrever! Não me sinto com capacidade de fazer textos como os que eu costumava fazer, o que vem acontecendo comigo? São tantas mudanças, mudança de casa, mudança de família, mudança de escola, mudança de amigos, eu sou tão fraco com tais coisas, e com sinceridade, tenho que dar certo foco para os amigos, sempre foram minha maior fraqueza, a cada mudança de colégio, a cada mudança de turma, sempre sofri muito com isso durante toda a infância, mudei de colégio diversas vezes, e dentro dos colégios, mudei muito de turmas também, e o cotidiano foi mudando, as amizades, infelizmente, também, mas sem mais dramas, ainda tenho os mesmos amigos que tinha ano passado, mas tem que se levar em conta a distância, não tenho como ter a mesma convivência... Porque me sinto tão mal? eles vão estar lá me esperando, é apenas esse ano, logo passará, próximo ano estarei cursando a Universidade Federal de Pernambuco, com o tão sonhado curso de Jornalismo, ou estarei fazendo Psicologia na UPE? Que tipo de texto estou fazendo? não sou de fazer textos deste formato, neste estilo... Não sei como, nem quando, mas eu sinto as mudanças, eu sinto o tempo passar por mim, sinto os olhares ao meu redor, sinto aquilo que tentei evitar durante alguns anos, porque as coisas vão acontecendo dessa forma? Nada vai como planejei. Eu costumo sorrir, costumo fazer os outros rirem, costumo manter o auto-estima externo sempre no topo, costumo ser aquele com um sorriso colado ao rosto, não costumo ser o mesmo que sou quando realmente sou aquele que realmente sou, nem meus mais próximos amigos sabem de tais sentimentos, não saberia expressar tais. Já se passaram quatro meses, não está tão longe, mas eu sei, eu sei que isso nunca acabará, eu sei que posso não acabar bem em essa estrada, mas na mesma estrada se encontra a luz que sempre procurei, necessito da oportunidade, tem sido uma longa jornada, mas eu sei que ela nunca acabará. Então repasso novamente tudo pela minha cabeça, suspiro, deixo as lágrimas no travesseiro traiçoeiro, me levanto, me banho, me visto, me preparo, mais um dia, apenas outro dia.

17 abril, 2010

Clichê

Aparentava ser noite, mas o dia ainda estava na metade da tarde quando Mariana olhou através de todas coisas superficiais das pessoas, a garota olhava diretamente para as pessoas e via o mais puro dos sentimentos correr nas veias das pessoas, ela estranhava aquele sentimento, ela não compreendia corretamente o poder que ele tinha sobre os pobres seres humanos, durante o longo período em que ficou observando as pessoas, Mariana viu um senhor com uma barba por fazer, os olhos azuis que fez ela se lembrar de uma manhã a alguns meses antes daquela tarde, onde ela estava em uma praia com água cristalina, os primeiros raios solares batiam nela e ia fazendo a garota abrir os olhos lentamente, sentia a dor nos braços, aos poucos lembrou-se da noite anterior, de como tinha carregado grande peso com seus esqueléticos braços, a dor que teve que suportar ao ver que o que era até então o homem que ela pretendia construir uma vida com as mãos entrelaçadas nas costas de uma outra qualquer, com os corpos em perfeita sintonia, os dois se beijavam, os lábios do destruidor de corações sugavam delicadamente os lábios grossos, estranhos, sujos, feios e provavelmente com várias doenças que a garota vibrava para que uma por uma pulasse para a boca dele, o peso só ia aumentando, então sem dizer nada andou calmamente até a porta do bar, se retirou educadamente do local, mas não conseguiu evitar as estúpidas lágrimas que já começavam a deixar a vista embaçada, e todo o seu corpo decidiu seguir as rebeldes lágrimas, sem sentir ela resmungava palavras incompreensíveis para qualquer pessoa que não sentisse aquilo que ela estava sentindo, continuava andando até a areia morna de todo calor solar que recebeu durante o decorrer do dia, correu até a beira do vasto mar, se sentou e sem querer acabou deitando, observando a enorme lua que iluminava aquela noite, mas por maior que ela fosse, nunca conseguiria iluminar a escuridão onde Mariana se encontrava naquele momento, e por meio de lágrimas, pensamentos mórbidos e a água batendo algumas perdidas vezes nos pés quando as ondas se atreviam a avançar um pouco o limite estabelecido naquela noite, e ao acordar, ao ver aquele mar que inversamente a como estava na noite anterior, tinha as águas claras, ela passou o olhar lentamente pela água ao se sentar na areia, conseguiu acompanhar por alguns segundos o nadar de um peixe, mas o perdeu de vista pela visão lateral que tinha do sol, levantou um pouco a cabeça e viu que aquela grande bola de luz branca inútil da noite anterior tinha sido despejada e agora aquela luz forte batia dentro dela e a fez, por míseros segundos, voltar a ser quem costumava ser, conseguiu da garota um sorriso torto e graças ao frio e insensível consciente, ela se lembrou do ocorrido na noite anterior, mas após algumas últimas lágrimas, a garota teve forças para se levantar, andou um pouco até a água bater em seus joelhos, deixando ser molhada pelo mar, ela se agachou e molhou delicadamente os braços, se limpando daquela areia da noite anterior, ao se sentir completamente limpa ela saiu da água e se sentou no calçadão na beira da pista e por ali ficou até o entardecer, onde via todas aquelas pessoas felizes e amáveis, e com um pouco de determinação, grande força de vontade e uma certa dosagem de estupidez, a garota por pensamento se levantou e declarou para o mundo:
-Irei ser feliz, independente de o que falem, independente de o que pensem, independente da quantidade de vezes que tentem me fazer infeliz, minha vida é uma causa da qual não abrirei mão.
E então, por assim dizer, finalmente, se levantou verdadeiramente e seguiu caminhando para o pequeno flat onde morava, seguiu seu caminho com o seu típico sorriso torto, e por conseqüência do destino, esbarrou no pobre homem de olhos claros.
-Perdão – disse Mariana rapidamente por impulso.
-Sem problemas, jovem.
As palavras daquele senhor fez com que a garota se sentisse relaxada, algo na voz dela a fazia ver tudo com mais nitidez, e ao retribuir o sorriso que o senhor direcionava para ela, Mariana seguiu seu destino, considerando ser uma garota que fugia do padrão, mal sabendo que fazia parte de um grande clichê da humanidade, garota inocente.

19 dezembro, 2009

Partidas

Ela corria o mais rápido que conseguia, ela gritava o mais alto que podia, ela chorava, chorava lágrimas de dor, lágrimas de sofrimento, mas no exterior, ela era apenas mais uma garota com um jeans surrado, passeava calmamente pelo parque, observando os rostos estranhos, suspirou, uma forte pontada no coração, sentiu as pernas fraquejar, cambaleou e sentiu sua cabeça bater na grama como se estivesse caindo em um mar de plumas, não sentia dor nenhuma, mas uma senhora se aproximou e se ajoelhou perto dela, tinha os cabelos crespos, bagunçados e várias rugas que expressavam uma vida inteira de luta, a garota uniu todas as forças que podia e deu um sorriso, um sorriso fraco e cansado, a senhora correspondeu colocando uma mão na face da garota, aquele gesto fez a garota se sentir segura, a fez perceber que não estava sozinha.
- Calma, você não está sozinha.
Aquelas lágrimas que ela tanto guardava dentro de sua cúpula particular, aquela dor que ela tinha tanto medo de compartilhar, nunca ninguém a tinha dado confiança, mas, naquela senhora simples, magricela e com roupas sujas, naquela senhora ela encontrou tudo o que sempre procurou, mas já era tarde demais, tudo estava indo embora, seu cérebro trabalhava perfeitamente, todo seu corpo tinha força para viver uma vida inteira que a esperava, mas seu coração já tinha desistido, ela sentia aquilo, mas queria viver, aquela senhora tinha dado a força de vida que ela tanto precisava, todas suas lágrimas escorriam facilmente por seu rosto, a senhora continuava com aquele olhar acolhedor, aquelas mãos quentes, transmitindo todo o amor que a garota precisava, e enquanto as últimas folhas secas caiam das árvores já quase nuas, a garota fechava seus olhos, mas mantinha o sorriso, o sorriso que faltou durante sua breve vida, a senhora se aproximou e deu um beijo na testa da garota, passou a mão lentamente pelo cabelo sujo e desarrumado da garota, falou algo no ouvido da garota, um segredo entre as duas, a garota abriu um pouco mais um sorriso, estava morrendo, mas estava feliz, estava indo embora, mas deixava uma amiga, deixava um pouco de si no mundo, e ela sentiu uma pesada lágrima cair dos olhos daquela senhora, abriu os olhos por uma última vez, viu uma ruga não vista antes no rosto da senhora, viu a dor no olhar da senhora, viu aquilo que ela procurou por toda sua vida, e após um longo suspiro, partiu.

24 novembro, 2009

Lados

Raiva é um sentimento de protesto, insegurança, timidez ou frustração, contra alguém ou alguma coisa, que se exterioriza quando o ego sente-se ferido ou ameaçado
Tristeza ou desgosto é um sentimento humano que expressa desânimo ou frustração em relação a alguém ou algo. É o oposto da alegria. A tristeza pode causar reações físicas como depressão nervosa, choro, insônia, falta de apetite, e ainda, reações emocionais, como o arrependimento.
Acredito que pode-se dizer que o que ele sentia era uma mistura de os dois, uma mistura não desejável de sentimentos. Ele sabia que precisava se livrar daquilo, que era algo que ele não podia continuar sentindo, mas ele não sabia um jeito de escapar daquilo, não sabia para onde correr, não sabia como colocar um ponto final naquilo, ele tinha desejos, desejos impossíveis de se realizar que o traziam a raiva pela sua incapacibilidade de realizá-los e a tristeza pelo mesmo motivo, ele tinha uma boa proposta em mãos, mas não sabia se aquilo era o suficiente, ele tinha uma opção em cada mão, ele tinha que escolher qual iria jogar fora, ele tinha dúvidas, grandes dúvidas, dúvidas que não queria decidir por elas naquele momento, ele queria gritar, queria gritar para o mundo todos seus sentimentos, uma tonelada de sentimentos raivosos, outra de lágrimas, coisas que só ele conseguia entender, coisas pessoais, coisas particulares, coisas que ele sabia que nunca poderia contar para ninguém, coisas que ele tinha que guardar para si própio, ele queria compartilhar com alguém aquilo, aquela dúvida que ele sabia o lado certo para se escolher, o lado seguro, o lado que seria uma certeza, algo fixo... Mas o lado da insegurança, o lado de incertezas e o lado de algo não provável de acontecer era algo que gritava por ele, algo que o chamava freneticamente e que ele se negava a dizer não, ele sabia que o tal lado da insegurança era algo inventado em sua mente e que nunca existiu, mas era algo que ele gostava de cultivar, o cultivava sozinho, mas era algo prazeroso para si própio... algo que ele não queria abrir mão... um amor particular.

15 novembro, 2009

Dúvidas

Ele olha para trás e vê o passado, aquela sombra preta o chamando, suspirando docemente pelo seu nome, um pecado inevitável, mas ele se curva para a frente e vê a luz, uma luz cegante, que causa medo em seu coração, e ele está no meio, entre o bom e o ruim, não sabe defenir qual o bom e qual é o ruim, mas quer escolher um dos dois, uma dúvida gigantesta está em sua mente, ele não sabe para qual caminho seguir, não sabe que rumo dar para a sua vida, um grande furacão de pensametos, uma grande onda de lágrimas e um terremoto de palavras grosserias, ele quer se decidir, mas não sabe o que decidir, confusão, confusão é sinônimo de coração para ele, querendo se livrar de qualquer jeito, não consegue, vícios, malditos vícios, malditas vontades, malditos sentimentos, maldita vida. Malditas coisas que o fazem se esconder, que o fazem correr, que o fazem tremer, coisas que ele não quer ver, coisas que são necessárias de se viver, coisas da vida, coisas...

12 novembro, 2009

Nada realmente importa.

Isso é a vida real ou é apenas fantasia? Estou soterrado num deslizamento e sem saída da realidade
- Abra seus olhos, olhe para o céu e veja...
-Eu sou apenas um menino pobre, eu não necessito de nenhuuma simpatia porque eu tenho uma vida fácil, fácil vou, um pouco elevado, um pouco baixo.. De qualquer forma que o vento soprar, não importa para mim. Mamãe, acabei de matar um homem, coloquei uma arma contra a sua cabeça, puxei o gatilho e agora ele está morto, Mamãe, a vida tinha acabado de começar, mas agora eu estou acabado, eu joguei tudo fora, Mamãe... Eu não quis fazer você chorar, se eu não voltar nesta mesma hora amanhã, siga em frente, continue vivendo, como se nada realmente importasse... Tarde demais, minha hora chegou, sinto arrepios em minha espinha, o corpo doendo o tempo todo, adeus para todos, eu preciso ir, preciso deixar vocês todos para trás e enfrentar a verdade, Mamãe... De qualquer forma o vento vai soprar, mas eu não quero morrer, as vezes eu desejo que eu nunca tivesse nascido...
Eu vejo uma pequena silhueta de um homem
- Scaramouch, você vai dançar Fandago? Trovões e relâmpagos, eles realmente me assustam muito.
- Mas eu sou apenas um pobre menino e ninguém me ama
- Ele é apenas um menino pobre de uma família pobre, poupe a sua vida dessa monstruosidade, fácil vem e fácil vai.
- Vocês me deixaram ir.
- Nós não o deixaremos ir.
- Deixe-me ir!
- Não o deixe ir!
- Deixe-me ir!
- Não, Não, Não, Não!
- minha mãe, own minha mãe, deixe-me ir... Belzebu tem um diabo reservado para mim
[...]
-Então você pensa que pode me apedreijar e cuspir no meu olho? Então você pensa que pode me amar e me deixar morrer? Oh garota... Você não pode fazer isto comigo... Nada realmente importa, nada é realmente importante para mim, de qualquer forma que o vento sopre....
(Queen - Bohemian Rhapsody)

Não sei...

Não tenho paciência para certas coisas, não gosto de preconceitos, mas sou feito deles... Sou carente, necessito carinho, mas não me sinto a vontade, não sei o que tenho, queria saber, não sei se me sinto bem ou me sinto mal, não sei se sou feliz ou se sou triste, se devo chorar ou sorrir, não sei... queria saber, mas não sei... Uma vontade de... Sei lá, parando para pensar, percebi que praticamente todos meus textos falam sobre vontades, sonhos e similares, mas ainda não pensei se vou ter a oportunidade de saciar todas esses sentimentos que tenho. Eu estou de saco cheio, tudo é tão.. complicado, sou apenas mais um adolescente fazendo drama de existência, não sei o que quero, não sei quem eu sou, não sei de quem eu gosto, não sei de nada, e nem sei se eu realmente quero saber, não sei... não sei, e odeio não saber, mas não sei se gostaria de saber, puta merda, odeio complicações.

16 outubro, 2009

Proibições

  Não sei o que se passa pela minha cabeça nesses últimos dias, tenho pensamentos impossíveis, tenho vontades proibidas, e eu sei que não deveria alimentar esse sentimento, eu sei que isso é uma daquelas coisas que se deve cortar pela raiz, mas, ah.. que raiz bonita, me parte o coração pensar em cortá-la, não sinto o sentimento vindo de você, não sinto o fervor do sangue nos seus olhos, não quando o olhar se curva para mim, os olhos escuros e misteriosos como um poço de desejos que nos deixa na espera e acabamos enlouquecendo na espera da realização do desejo, como sombra no meio do escuro, me sinto invisível, você com seu olhar penetrante ver atrávez de mim, enxerga por trás de mim e passa diante de mim em direção ao seu amor, passa por dentro de mim, e não sinto mais a vida, não sinto mais o amor, não sinto mais, e ao passar por mim, levaste meu coração.

14 outubro, 2009

Finais.

Ela deu o melhor sorriso amarelado que ela tinha e abaixou a cabeça, sabia que alí era o início, o início de uma nova fase, mas ela não tinha o menor desejo de mudar, queria continuar daquela forma, mas era algo que estava acima dela, ela não tinha opção, passou o punho pelo rosto, secando as lágrimas mais pesadas e mais amargas que ela já provou, deu um longo e barulhento suspiro e sem querer um soluço fugiu.
- Você sabe que eu te amo, você sabe que o que eu mais queria é que nós dois conseguissemos dar certo, você sabe...
Ela não sabia, ela não queria saber, queria o puxar pela camisa e ter a oportunidade de um último beijo, agarrar ele pela nuca e mostrar que a paixão ainda estava acesa, queria mostrar como ainda sabia seduzí-lo e o fazer querer ficar com ela mais que qualquer outro desejo existente naquela hora.
- O problema não é com você, eu que não me sinto preparado para continuar do jeito que estamos...
Do jeito que estavam? Ela sentiu a raiva parar na frente dela e incorporá-la sem pedir, os olhos ardiam de raiva, as lágrimas voltavam a cair, sua linda camiseta preta da banda predileta estava úmida, criou coragem não se sabe de onde e olhou direto para aqueles olhos, aqueles lindos e intimidadores olhos castanho claro, aquelas barrocas que lhe davam um charme único, ele estava com os lábios contorcidos, aqueles lábios, lábios quentes, sussurravam pelo nome dela, a chamavam, imploravam pelos lábios dela. As lágrimas escorriam como se um grande tsunami interior estivesse acontecendo dentro dela e decidido usar os olhos para colocar aqueles milhões de litros de água para fora.
- Mas, eu ainda quero sua amizade, você é muito importante para mim, sempre quero você ao meu lado.
Como assim? Não, não, não vai dar, era impossível continuar convivendo com a perfeição ao lado e não poder tocá-la, as mãos dela avançaram no peitoral dele por impulso, fixou o olhar nos olhos dele pelo máximo de tempo que conseguia, tempo suficiente para ele dar um falso sorriso que ela imaginou ter a intenção de ser reconfortante, aquilo só fez ela se sentir pior, aqueles dentes, aquela boca... Não, não novamente, não podia pensar nisso, aquilo tinha chegado ao fim, não ia acontecer novamente, saiu andando, tentando aparentar segurança no ato e controle nas ações, abriu a porta do seu apertado apartamento e falou com a voz mais firme que conseguiu, sem muito sucesso.
- T-tchau.
- Mas, precisamos conversar, não faz assim.
- Tchau, eu di-disse tcha-au
Ele abaixou a cabeça e foi andando lentamente, passou pela porta e chamou o elevador, se virou e olhou para ela, ela passou o olhar o mais lentamente que podia por ele, da cabeça aos pés, se sentia um pouco masoquista ao fazer aquilo, mas era algo necessário, não resistia, mordiscou os própios lábios com força e fechou a porta com força, as pernas tremiam, desabou no chão, se escorando na porta, engoliu o seco e desmoronou, colocou as pernas perto do peito e deitou a cabeça, chorava alto como um bebê jogado no escuro, o coração doendo, o pulmão sem funcionar, buscava o ar desesperadamente entre as milhares de lágrimas, tentava se acalmar, aquilo era a vida, precisava se conformar, não conseguia, não queria, não podia, não era algo que tivesse a mínima oportunidade de acontecer, eram anos de história, não era possível, era o fim, é o fim, foi o fim.

13 outubro, 2009

Quem sou eu?

Rapaz, foram tantas mudanças que fica complicado falar, mas já fui criança e naquele tempo eu ainda pensava que papai noel que tinha me dado aquela linda bicicleta vermelha que me deu vários grandes e lindos arranhões, também já atropelei uma porta de vidro(37 lindos pontos) e já bati em um caminhão(9 adoráveis pontos) - sim, um caminhão -, já me apaixonei na 4ª série e mandava cartas de amor todos os dias, aí cresci - um pouco - e deixei o cabelo crescer(rock and roll brow) e sinceramente, achava ele do caralho, bem, demorou para me convencerem que ele não era lá tão bonito, então cortei, e até que gostei do corte, e todo mundo ficou falando bem, então decidi não deixar mais ele crescer, aí fiz moicano, raspei, usei com franja, topete, bem, nunca consigo ficar com um corte de cabelo por um ano inteiro. Eu sempre fui muito ligado na música, quando mais novo, adorava Felipe Dylon, Sandy e Junior, é, e eu considerava músicas como Raimundos coisa do capeta e sempre que passava no "Disk mtv" eu mudava rapidamente para Deus não ficar bravo comigo, com o tempo evolui e fui escutar B5, super rock pesadão, me considerava o Marilyn Manson em pessoa, é, bem, hoje em dia meu gosto mudou um pouco, hehe, eu adoro as músicas da cantora P!nk, adoro o modo como ela canta músicas pop chiclete bem e ao mesmo tempo consegue fazer músicas com um estilo oposto com uma voz magnificamente linda, também curto muito Mika, adoro as batidas pop/eletronica, a voz de Alanis Morissette que é do caralho... e também sou fixurado em Janis Joplin. Outro ponto importante para falar é sobre meu atual vício em seriados, simplismente não consigo ficar sem ver, atualmente vejo Supernatural, Brothers&Sisters, Grey's Anatomy e outros, estou esperando Lost voltar com a última e derradeira 6ª temporada. Quando pivete, eu adorava qualquer tipo de tecnologia, mas nunca me interessei em saber como são feitas, nunca tive essa tal curiosidade que acredito toda criança tem, sempre tive um pensamento preguiçoso "Afinal, se ela já vem pronta e eu posso comprar ela pronta, qual a utilidade de saber como monta?" bem, nisso não mudei muito. ATORON humanas, exatas cuzão, é, isso ae brow, simplismente não consigo ver nada de útil em números feios e monstruosos, palavras são bem mais comunicativas e... bem, também sou chato para algumas pessoas, sou o tipo de pessoa que se tiver uma simples coisa me irritando em uma roda de amigos ou de um modo geral, já fico fechado e anti-social, e não falo o que tá me icomodando nem que me ofereçam dinheiro, bem.. aí a gente pode conversar... Mas já que falei sobre isso, também sou um cara muito particular, não sou de falar sobre o que sinto, nem o que me icomoda, nem sobre meus problemas(alguns amigos se irritam com isso, é.), são poucos os amigos que realmente conto sobre meus póbremas, mas mesmo para eles, ainda não me sinto a vontade de falar sobre tudo, como usei o exemplo antes de se tiver algo me icomodando, eu não falo nem cá pau. Também sou tímido, tímido ao ponto de se irritarem quando fico muito calado, mas também se me derem abertura, falo muito e faço piadas SUPER engraçadas(hehe). Eu hoje em dia me considero um cara super ocupado, vocês não tem noção como meu cotidiano é corrido, nunca tenho um tempo em que possa parar e ficar fazendo qualquer besteira, como por exemplo escrever um texto falando sobre minha vida(como disse, minhas SUPER piadas ;D) Ah, também quero MUITO ser jornalista, mas também quero ser publicitário, ao mesmo tempo que quero ser Advogado(help, é). Bem, cansei(palmas) Quero agradecer bgs :* Vó, obrigado pelos doces que me fez engordar só um pouco durante minha infância. Mãe, obrigado por aquela noite lá com painho. Miguxinhos, obrigado por terem lido isso. Xuxa, hora de se aposentar, é. 

Ship.

 E se eu precisar de um largo ombro que consiga suportar todas as minhas lágrimas? Eu só quero amigos próximos a mim durante todos os dias, que pensem em mim no momento em que algo ruim acontecer, mas que adoram me ter ao lado quando realizam alguma conquista, quero saber respeitar os outros, quero que me respeitem, quero um amigo bobo que me faça rir durante horas, quero um amigo. Amizade, é incrivel como desde criança damos tanto valor a isso, eu sou capaz de dizer que dou mais valor aos meus amigos que a família, pois aqueles da família que realmente são de valor, estão dentro do grupo de amigos e para mim, amigos, amigos... Não dá para achar uma palavra perfeita, amigo já é a palavra perfeita.